Donald Trump e o Juízo de Deus sobre uma nação

trump

Todos nós somos familiares com a seguinte frase de João Calvino:

“Quando Deus deseja julgar uma nação, Ele lhes dá governantes ímpios.”

Os que acompanham o programa Dividing Line sabem muito bem que o Pr. James White vem repetindo essa frase desde que a nação estadounidense deu preferência a Hillary e Trump na pré-candidatura. De um lado eles tinham uma mulher corrupta com uma agenda secularista e do outro alguém de comportamento réprobo que fingia ser um cristão e que nunca se posicionou sobre assuntos importantes (como o aborto) nos debates presidenciais. Nesse breve comentário, o Pr. James White responde a uma pergunta ingênua feita por um cristão que tomou Donald Trump como um messias político dos EUA (e talvez até como um avivador espiritual).

Acabei de receber a seguinte pergunta de um cristão que apoiou a Trump: “Estou curioso. Será que ainda estamos sob o julgamento de Deus? Tantas vitórias estão acontecendo…“. Confesso que estou absolutamente chocado com o fato de que um cristão possa, ainda que maliciosamente, fazer essa pergunta. O que foi que mudou? Há menos abortos sendo feitos hoje? Quantas pessoas tiveram seus votos determinados por um arrependimento em relação à cultura de morte que temos em nosso país? E quantos votaram simplesmente porque querem mais dinheiro em seus bolsos? Perdoe-me se eu deixei isso passar, mas onde está a evidência de arrependimento? Onde está a evidência de uma inclinação nacional ao Senhorio de Cristo?

Estou ouvindo muita conversa na TV sobre o que essa eleição significa, mas essas são as mesmas pessoas que não tinham noção alguma do que estava para acontecer. Quase ninguém está admitindo o fato básico de que esta eleição, no que diz respeito à Presidência, foi uma competição para decidir qual dos candidatos era o menos repulsivo para a população. A ideia de que isso de alguma forma mostra uma grande “mudança de paradigma” soa para mim como um pensamento bem fantasioso.

De toda maneira, quais são as supostas “vitórias” que estão acontecendo? Corações estão sendo mudados? A lei de Deus está sendo honrada? Está acontecendo uma reforma de cosmovisão? Onde? Um dos horríveis candidatos iria ganhar e, de forma chocante, um de fato ganhou! E isso de alguma maneira significa que agora Deus está sorrindo para os Estados Unidos e que a atual geração deixou de colapsar numa cosmovisão secular, no amor à imoralidade, ao aborto, à homossexualidade, à profanação do casamento e à ganância? Tudo isso desapareceu da noite para o dia devido a uma única eleição? Isso é sério? Eu fico muito, muito preocupado com qualquer um que chegue ao ponto de estar tão desconectado de uma cosmovisão bíblica que chegue a pensar que esta eleição sinaliza algum tipo de remoção do juízo de Deus sobre um povo pecador e rebelde.

Não nos foi dada uma presidente socialista, corrupta e anti-cristã. Ao invés disso, recebemos um demagogo corrupto e pseudo-cristão como presidente. Me diga você se isso sinaliza a remoção da ira de Deus sobre esta nação. Oro para que Deus abençoe essa nação com o arrependimento e uma pregação clara do evangelho que chama homens e mulheres a crer. Oro para que Deus mude o coração de Donald Trump, o liberte da pseudo-religião que ele professou e o leve ao arrependimento por toda a sua infidelidade e sua orgulhosa imoralidade. Gostaria muito de ver o acelerado sistema de socialismo e secularismo ser nocauteado e a liberdade de pregar sendo protegida com coragem. Isso poderia acontecer. Eu oro para que aconteça. No entanto, pode não ser assim tão bom. Poderíamos descobrir que o homem que não demonstra fidelidade em suas relações pessoais acabará demonstrando o mesmo em suas atividades públicas. E se toda a ilusão for desmontada nos próximos quatro anos, eu me pergunto o que pessoas como esse irmão que apoiou ao Trump estarão dizendo então?

Então, uma resposta séria à pergunta cínica inicial é: sim, nós estamos sob juízo, e se você não pode ver, provavelmente não está observando com os olhos iluminados pela verdade bíblica.

É difícil não traçar paralelos com a situação política brasileira. Já parou para se perguntar porque sempre somos colocados entre a cruz e a espada, tendo que escolher entre o sujo e o mal-lavado? No final das contas pode ser que realmente tudo o que nosso país precise (assim como os EUA) não seja uma reforma econômica ou uma luta social mas sim uma fé constante em Jesus Cristo, um arrependimento genuíno e o lançar fora todos nossos maus atributos pelos quais somos mundialmente reconhecidos: as “gambiarras”, a sensualidade, a idolatria e a indiferença com nossas pequenas doses de corrupção. Que nós, cristãos brasileiros, tenhamos isso em mente antes de assumir qualquer lado político.


Tradução e comentários: Erving Ximendes

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