Pentecostalismo e um novo tipo de Línguas

Como a definição Pentecostal de línguas estranhas mudou no começo do século XX

O professor e escritor Gary B. McGee, da Assembléia de Deus, apresentou uma descrição bem detalhada sobre o desenvolvimento e a evolução da Doutrina de Línguas Estranhas dentro movimento Pentecostal. O estudo pode ser encontrado aqui: “Shortcut to Language Preparation? Radical Evangelicals, Missions, and the Gift of Tongues”

É um artigo bem pesquisado e com fontes muito bem fundamentadas. Um dos trabalhos mais definitivos que podemos achar se tratando do dom de Línguas a partir do início do século XX.

Ele cita os líderes mais importantes no movimento moderno de línguas, e como a ênfase original do movimento estava na aquisição sobrenatural de línguas estrangeiras. Esta aquisição mística era esperada como uma solução para o problema que o tempo de aprendizagem de línguas apresentava (pois, era um processo longo) e, portanto, seria uma barreira para uma rápida expansão missionária pelo mundo.

Isto levou a um sério dilema teológico, pois a aquisição milagrosa das linguagens não estava acontecendo. Logo, ou o movimento pentecostal como um todo admitia que estava errado, ou eles teriam que redefinir a experiência de falar em línguas. Qual opção eles escolheram? A última, é claro.

O professor McGee admite que em algum lugar entre 1906 e 1907, a doutrina de línguas tinha mudado, sendo antes entendida como a aquisição espontânea da linguagem, e depois como uma forma de adoração e intercessão no Espírito:

“Sem surpresas, embora os relatos de idiomas estrangeiros sendo falados pelos crentes tivessem o potencial de serem verificadas empiricamente, esses relatos testavam severamente a credulidade dos observadores externos. Provou-se então difícil encontrar testemunhos em que pentecostais pregando nos idiomas recém-descobertos pudessem ser entendidos pelos seus ouvintes. Entre o final de 1906 e o início de 1907 os evangélicos radicais começaram a rever as Escrituras para obter uma melhor compreensão. A maioria veio a reconhecer que o falar em línguas constituía uma forma adoração e intercessão no Espírito (Rm 8:26; I Cor. 14: 2.), O que, por sua vez, fornecia ao crente poder espiritual. Como em ambas as opções (a glossolalia para falar eficazmente numa língua estrangeira ou para o culto pessoal e espiritual) a noção de receber línguas refletia zelo e capacitação para o evangelismo, a maioria dos pentecostais parecia ter aceito a mudança de significado.”

É surpreendente ver que um professor da Assembléia de Deus admitiu isso, embora muito suavemente.

Infelizmente, ele não conseguiu entrar em detalhes sobre a real causa responsável por esta mudança, e como ela se tornou um dogma arraigado em um período tão curto de tempo.

Autor: Charles Sullivan
Traduzido por Erving Ximendes

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